26-Março-2019 | 17:40 |

Um boa noite de sono para os idosos é essencial para clarear o pensamento

Seis a oito horas de sono por dia são fundamentais para a cognição de idosos, ou seja, para um pensamento mais claro.  A constatação foi de um estudo realizado por pesquisadores da Universidade de Oregon, que coletaram dados de populações idosas em seis nações de renda média. Os resultados
indicam que a melhoria dos padrões de sono pode ser crítica na prevenção e no tratamento da demência.

“Queríamos observar o envelhecimento, particularmente a demência e o declínio
cognitivo em pessoas mais velhas, como também a importância do sono. Nossos resultados oferecem evidências convincentes de que o sono importa muito”, afirma a pesquisadora Theresa E. Gildner, doutoranda no Departamento de Antropologia da universidade.

O estudo começou em 2007 e envolveu 30 mil participantes de pelo menos 50 anos de idade nos países China, Gana, Índia, México, Rússia e África do Sul.
“Em todos os seis países, que são muito diferentes cultural, econômica e ambientalmente, você vê padrões semelhantes surgindo”, diz Gildner.

Os resultados indicam que as mulheres são mais propensas a enfrentar dificuldade com a qualidade do sono, enquanto os homens relataram períodos mais curtos de sono. As únicas exceções foram a Rússia e o México, onde os homens relataram dormir mais tempo do que as mulheres. Dos países considerados, os homens e as mulheres na África do Sul dormem mais, enquanto os da Índia dormem o mínimo.


Embora a importância do sono nunca deva ser subestimada, quando em demasia ele também pode comprometer a cognição, de acordo com o estudo. Os indivíduos que relataram dormir mais de nove horas por noite apresentaram menores pontuações em testes cognitivos, assim como aqueles que dormem menos de seis horas.


Os participantes foram entrevistados e testados por falantes nativos treinados em cada país. A média dos dados foi tirada de relatórios de qualidade do sono, baseados em uma escala de cinco pontos e no número de horas que os participantes haviam dormido nas últimas duas noites. Depois, os voluntários foram submetidos a testes cognitivos padronizados que incluíam recordação imediata de uma lista de palavras, seguida da recordação tardia delas, testes numéricos e um teste de fluência verbal no qual listaram o máximo de animais possível, sem repetição.

 

Mauro Veríssimo

Assessoria de Imprensa

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