02-Janeiro-2018 | 10:35 | Previdenciário

Ano novo, velha batalha:

Não à reforma da Previdência

Mauro Veríssimo

 

Estudos de entidades independentes, como a Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil, e as conclusões da CPI da Previdência do Senado indicam que a Previdência e a seguridade social não apresentam déficit, como mente o governo, mas, sim, superávit, de quase cinco trilhões de reais, devidos pelos governos da União e, em menor parte, pelos estados e municípios. É isso que a gente também vem afirmando há anos, em diversas matérias.

Dinheiro, muito dinheiro, da Previdência foi tirado pelos governos ao longo dos anos, sempre com a promessa de repor, com atualização monetária, aos cofres da Previdência.

Recursos da Previdência foram usados, por exemplo, na construção de Brasília, na ponte Rio/Niterói; na transamazônica, na fundação da Vale do Rio doce, da CSN, de Itaipu, e para uso da previdência como parte do caixa único do governo, como faz, atualmente, para pagar juros de sua própria dívida.

Que fique claro: não é certo comparar a previdência brasileira com a de outros países, como a Grécia, por exemplo, como sempre fazem o presidente Temer e o deputado Rodrigo Maia.

No Brasil, a previdência não é resultado das contribuições dos trabalhadores e patrões menos os benefícios pagos, como tenta convencer o governo. A receita é composta de várias fontes, até mesmo de prognósticos de loteria. E o resultado é o superávit de bilhões de reais, anualmente, na Seguridade Social, que financia Previdência, Saúde e Assistência Social.

Então, por que o desgoverno Temer insiste tanto na reforma?

Primeiro, para atender a ganância dos bancos, de olho nos bilhões que podem render a previdência privada.

Depois, para sobrar mais dinheiro para o próprio governo pagar os juros de sua dívida e alimentar a máquina de corrupção.

Os deputados federais e senadores têm obrigação de saber disso. E, se não sabem, aí mesmo é que não merecem ser reeleitos.

 


Fonte: Jornal MaiorIdade

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